sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vídeo: 5 dicas para melhorar seu desenho

É com muita alegria que venho dizer: Estou de volta!

Pretendo a partir de agora gravar muito mais vídeos e deixar tanto o canal quanto outras redes mais atualizadas com conteúdo (inclusive o blog). A ideia é sempre ir passando minhas experiências para vocês, seja em forma de vídeos, seja em forma de posts elaborados, tutoriais, dicas, etc etc. Sempre achei essa troca bacana e agora tenho mais tempo para me dedicar a tudo isso.

Ainda é estranha essa mudança de rotina, ter mais tempo pra mim, pras minhas coisas, e ter que organizar tudo com meu trabalho como freela. É novo, dá aquele medinho, mas tem sido ótimo e... libertador. Ontem me disseram que talvez este seja mesmo "meu negócio". Pois é.

Não irei me delongar porque tem muito mais no vídeo que gravei hoje, onde dei 5 dicas básicas de como melhorar seu desenho. Não tem nada muito específico, apenas sugeri algumas mudanças para que vocês possam inserir em suas rotinas a fim de ir sempre melhorando e se superando. Não se esqueçam de comentar, deixar sugestões para próximos vídeos e assinar o canal do youtube!



terça-feira, 20 de maio de 2014

Série Vikings

Fiquei viciadinha numa série nova chamada Vikings. Ela estreou no ano passado e já está na segunda temporada. Confesso que resisti um pouco a assistir, achando que não ia gostar, mas fui capturada logo nas primeiras cenas...

Tem uma pegada meio Game of Thrones, com bastante violência, mas focado na história e na vida dos personagens. Tem uma pitada de drama, por isso eu gostei, mas não de um jeito meloso, cansativo ou com intrigas sem fim, isso que é legal. A trama se desenvolve num ritmo muito bom, sem enrolações, e na metade da primeira temporada (até onde assisti), já tinha avançado bastante. Tem morte e muita violência de uma forma crua, mas não chega a ser desnecessária, mas faz a gente entender porque os nórdicos eram chamados de "bárbaros" pelos anglo-saxões.

 A história conta a saga de Ragnar Lodbrok, um fazendeiro que decide tentar a sorte cruzando o mar aberto em busca de terras no oeste (ou seja, a Inglaterra), mesmo contra a vontade do líder. Outro ponto positivo é que a série tem uma ótima acuidade histórica, então não temos aqueles capacetes com chifres tão disseminados por aí. Talvez o mais surpreendente seja o fato das mulheres terem tanto poder dentro da sociedade viking, a ponto de irem junto para a guerra e terem também costumes relativamente liberais (se pensarmos pelo ponto de vista ocidental-cristão).

Enfim, gostei bastante e recomendo.

Aqui vai o desenho meio toskera, mas gostei tanto do Ragnar que fiquei com vontade de desenhar xD


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Novos ares

Hoje minha vida mudou de rumo.

Mas pera, não é nada assim tão dramático. É que passei tanto tempo lutando contra mim mesma que demorei pra perceber o que precisava ser feito, seja por medo, ou sei lá o que. Às vezes acontece, sabe, quando você tenta desesperadamente se encaixar e acha que deve tentar até a exaustão, porque as pessoas te empurram nessa direção, e porque nós mesmos acabamos empurrando nosso corpo contra a nossa vontade. O sofrimento maior talvez esteja naquele exato momento em que constatamos que não, nada disso é suficiente, ou então: não, este não é o meu caminho. Talvez eu precisasse ir longe o suficiente para perceber de forma mais definitiva que não era exatamente isso que eu queria fazer da minha vida.

Hoje eu respiro aliviada a doce brisa da liberdade. Não é que não fosse livre antes, é que existem diversas formas de liberdade (e de felicidade) e eu não consigo viver de forma plena através do tempo dos outros. Eu preciso ter controle sobre meu próprio tempo, para ir e vir, para fazer as coisas do meu jeito. Por mais que existisse uma segurança e até um certo conforto no trabalho fixo, eu não acho que poderia continuar desta forma por muito tempo.

Paralelamente, eu já desenvolvia projetos como freela, e então decidi tornar esta a minha principal fonte de renda, pelo menos por enquanto. Isso vai permitir mais tempo e disposição para trabalhar nos meus projetos pessoais (quadrinhos, vídeos, histórias, etc, etc). Se vai dar certo? Só Deus sabe. Mas eu precisava tentar... e tudo estava apontando para esta direção, pra dizer a verdade.

Às vezes, o que falta mesmo é a coragem para mudar, acreditar que é possível, e a confiança em si mesmo. Nós não devíamos ser vítimas do nosso próprio destino. E eu não sei viver se não for desse jeito meio impulsivo, meio que acreditando num pressentimento, numa força maior que eu mesma. E dificilmente me arrependo das minhas escolhas, sejam elas boas ou ruins.

As coisas estão mudando, e aproveito para deixar aqui um link pro meu Portfolio. Quem apoia meu trabalho como ilustradora pode divulgar ou me indicar para freelas, será muito bem-vindo!!

E vamos nos falando, agora, acredito, com muito mais frequência e com mais novidades! ;)


domingo, 11 de maio de 2014

Girl Power Collab

Pra quem não sabe, o Girl Power Collab é um projeto que reúne 50 ilustradoras brasileiras homenageando personagens femininas importantes. Participei da segunda edição, que foi postada hoje com a temática de Dia das Mães, ou seja, homenageamos personagens maternas da ficção.

A minha contribuição foi a Sra Incrível, ou Mulher-elástica, ou Helen Incrível, rs. Aqui vai:

Conheça os outros trabalhos e saiba mais do projeto nos links abaixo:

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quinta-feira, 8 de maio de 2014

É engraçado quando fazemos a diferença

Ultimamente ando lendo bastante coisa bacana sobre toda a minha trajetória com o Vidas. A primeira e mais evidente é que eu mostrei que é possível publicar quadrinhos no Brasil, ou ainda, que é possível publicar mangá nacional. Alguns gatos pingados, claro, conseguiram fazer isso antes de mim; não sou uma pioneira no "gênero" (não considero o quadrinho nacional como gênero, apesar de dividirem nossos quadrinhos assim em lojas e sites da vida). Mas eu comecei do zero, não tinha reconhecimento algum, era apenas uma estudante com muitas ideias, ideias até demais, que teve a coragem de ir além. Ou em outras palavras: fui lá e fiz acontecer. Não consigo imaginar viver a vida de outra forma, sinceramente...

Já falei sobre isso por aqui, que no meu caso foi um jogo de dar as caras e ter um pouco de sorte, estar no lugar certo e na hora certa: ser vista. Mesmo do meu jeito tímido, usando a internet como maior ferramenta de divulgação, deu certo. Quer dizer: é possível fazer, sim.


Anime Do deste mês, com Vidas na capa (n.126)

Sempre fico feliz quando a minha história fica em evidência, seja em sites ou revistas. Afinal, sempre queremos ir mais longe, alcançar novos públicos, e além de tudo isso, ser cada vez mais reconhecida por algo que é tão importante pra mim. E desculpe se o discurso parece repetitivo. Estou na vibe de finalmente colher os frutos do meu trabalho, e isso não quer dizer que eu seja assim tão famosa ou ganhe rios de dinheiro. Quer dizer que eu tenho uma nova fonte de renda, que me ajuda a organizar minha vida aos pouquinhos, para daqui pra frente conseguir produzir mais quadrinhos.

Matéria na Anime Do (n.126)

Quando comecei, era estudante, tinha todo o tempo do mundo, e mesmo enquanto trabalhava fora, minhas prioridades eram outras. Então sempre dei um jeito de desenhar uma página aqui e outra alí. Foi assim que surgiu o Vidas. Hoje as coisas são um pouco diferentes, porque eu me formei, caí no mundo, e preciso pagar minhas próprias contas. Eu tenho planos também, de ser independente da minha família e tudo mais. Chega um momento da nossa vida que precisamos fazer escolhas...

Acredito que muitos estejam nessa situação, engessados pelo trabalho e sem tempo ou disposição para produzir. Apesar disso, muita gente veio a mim dizer que engatou seu próprio quadrinho se inspirando pelo meu exemplo. Poxa vida, isso é demais! São pequenas coisas que, olha, fazem nosso dia, e essa é uma delas.

Para muitos autores, produzir quadrinho ainda é uma fonte secundária de renda. Muitos mantém um emprego fixo em algum lugar, e desenham nas horas vagas. Isso é tão comum que chega a ser triste, mas é assim que funciona na vida real. Não é só de glamour pela profissão que vive um quadrinista. Nossa luta é uma luta de todos os dias, é algo que fazemos por conta porque não podemos viver sem isso, mas também precisamos comer, pagar as contas, viver. Se você consegue fazer tudo isso desenhando quadrinhos, melhor! É possível viver só disso, mas não quer dizer que você vá começar assim, do nada. Por último, minha dica é: não paute sua vida pela dificuldade, mas sim criando uma alternativa, fazendo seu sonho acontecer de alguma forma.

E assim, vamos caminhando para cada vez mais longe =)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O dia no Fest Comix!



Só Deus sabe como consegui chegar no Fest Comix hoje. Fiquei zanzando o terminal Jabaquara em busca do tal ônibus grátis pro evento, e não havia nenhuma indicação, até que vejo um povo carregando sacolas da Comix, aí decidi ir na direção da onde eles vinham. Perguntei pro moço da sptrans, e ainda seguindo outras pessoas com cara de perdidas, achei o tal lugar, que é uma ruazinha escondida depois do terminal do EMTU. Pra quem ainda for: fiquem ligados. Depois fiquei sabendo que mais gente ficou perdida e demorou pra achar o ônibus. Puta sacanagem.

O evento é enorme, tinha muita coisa, principalmente porque tava rolando também um evento de games. Eu nunca fui no Fest Comix antes então não sei dizer se tá legal ou maior, mas tinha muita gente (inclusive os staffs falaram que não esperavam tanta gente assim). E tinha fila, MUITA fila pra entrar na Comix. Quem vai pra fazer a rapa pode esperar de boa, afinal, é toda razão de se estar alí. Mas pensando bem, se for só pra comprar um ou outro quadrinho, não vale a pena pagar o ingresso. Por outro lado, tinha o pessoal independente, uns estandes, algumas mesas de autógrafos e uma área para as palestras. Num esquema FIQ, bem bacana, mas como sempre, o foco do público é sempre o "mainstream". Creio que no final de semana tenha um movimento muito maior, principalmente com a presença de autores ilustres.



Mas indo ao que interessa: as edições novas de Vidas estão lindíssimas! Quando vi, senti um orgulho e um aperto no peito, porque realmente chegamos no final. Todo aquele sentimento de dever cumprido se apossou de mim novamente, como há um ano e pouco atrás, quando terminei de desenhar a história. E depois na apresentação do TCC (afinal, eu estava me formando). E agora Vidas sendo lançado pela HQM. É, realmente isto é um final. E eu odeio finais. Vendo tudo pronto, fui invadida pela sensação latente de que preciso continuar produzindo, não Vidas, mas algum quadrinho. É uma coisa maior que eu mesma. É uma sensação de urgência... Espero que isso queira dizer um novo gás para voltar a produzir, porque não produzir estava me deixando deprimida já.



Outro que lançou o mangá pela HQM no evento foi o André Araujyo, com seu "Salvation" que fiquei com uma cópia e vou ler assim que der. As incríveis meninas do Futago Estúdido estavam lá lançando mais uma edição dos seus respectivos títulos. E além disso também teve um lançamento internacional, que ainda não pude conferir mas a prévia era lindíssima. A HQM está crescendo e espero que continue, porque estão tendo iniciativas bem legais.

(foto de Priscila Souza - desculpe pegar emprestado! rs)

Na palestra, fizemos mais um bate-papo sobre produzir mangás nacionais. Falamos do preconceito que sofremos por produzirmos mangás no Brasil, das críticas pesadas que sofremos (e às vezes, até mesmo ameaças!) e também sobre nosso processo criativo, influências, etc. Foi bem bacana conhecer melhor cada autor e poder desmistificar o assunto diante do público interessado. Infelizmente, pouco se fala de quadrinhos nacional fora da esfera mainstream, e a ideia mesmo é incentivar outros autores a produzirem sem medo e com mais consciência do mercado.

Eu, Soni e Shirubana no estande da HQM

E aqui algumas coisinhas que achei nos estandes mas não consegui comprar porque só aceitava dinheiro (!!!!!!) Ps. só dava eu muito feliz tirando fotos enquanto o pessoal do estande me olhava feio e dizia que não aceitava cartão. Cara, você poderia ter feito um whovian mais feliz.





De qualquer forma, obrigada a todos que conseguiram ir, mesmo que só para assistir a palestra ou dar um oi. Eu gostaria que tivesse também um evento aberto como foi o primeiro, porque é realmente legal poder encontrar com os leitores, trocar umas ideias e poder autografar as cópias de todo mundo. Veremos se consigo algo assim e aviso vocês. Se tiverem fotos do evento, mandem pra mim também! ;)
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