segunda-feira, 29 de julho de 2013

Bistecão Ilustrado


Na última sexta, participei do Bistecão Ilustrado, lá no Sujinho da Consolação. O evento acontece geralmente na última sexta-feira do mês e reúne diversos ilustradores e pessoas da área. É sempre uma boa oportunidade de conhecer gente nova, mostrar seu trabalho e também ver trabalhos bacanas (sempre tem uns feras por lá!!). Eu só tinha ido uma vez numa experiência não tã legal (chegamos tarde, não tinha lugar, etc). O bom mesmo é chegar cedo e aproveitar!

Pretendo ir mais vezes a partir de agora, e quem sabe encontrar mais gente "da net" que não costumo ver com frequência ou que nunca vi! Rs...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

What are you going to do when you are not saving the world?


Postei esse desenho há alguns dias no Facebook e esqueci que não postei aqui ainda... Enfim, Suzana e Pedro ficariam bem fofos juntos, não? Bom, bem lá no começo dos tempos de Vidas, a minha ideia era unir os dois, que pareciam ser os rejeitados da série. Nunca consegui dar um espaço decente pra Suzana (no original, ela até teve mais participação) e o Pedro, bem, nunca pensei numa história legal pra ele. Mas quem sabe juntos eles não realizem uma aventura?? Haha...

E uma música que deu nome ao título e que talvez não tenha nada a ver, mas eu gostei tanto do filme... E tenho que dizer que o que me fez ir ao cinema ver O Homem de Aço foi o trailer. Eu fiquei tão embasbacada com a música que pensei comigo mesma "qualquer filme que tenha essa trilha sonora vale a pena ser visto" e não me enganei. O filme mudou minha opinião sobre o Super Homem, porque sempre achei ele... coxinha demais. Talvez seja todo o clima introspectivo e os flashbacks, e toda a carma emocional dada ao personagem, ou simplesmente pela forma como o filme foi construído e apresentado para nós, não sei. Eu esqueci que era um filme de super herói, era apenas um filme, um filme muito bom, por sinal. Claro que tem muita coisa que eu mudaria, mas nenhuma delas muda minha opinião sobre o filme ou a sensação que tive quando o filme acabou. Aquela sensação de satisfação e de prazer puro. Foi tipo aquele "nossa, que que foi isso que eu vi...". Ah, e as cenas de ação são mais que dignas, muito impressionantes até mesmo pra alguém que não liga muito pra ação assim como eu! Ficou no mesmo patamar dos filmes do Batman (Nolan, seu querido), e só não supera o Cavaleiro das trevas porque não tem um vilão carismático-que-rouba-a-cena, rs...


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pelo mundo da fotografia

Sei que talvez não tenha nada a ver, mas decidi fazer um post com fotos minhas. Eu adoro fotografia. Quando consegui minha câmera profissional (e depois uma lente nova e mais recentemente um tripé - o qual ainda não usei D= ) eu consegui ter mais controle sobre as fotos que eu tirava, e eu sei que o equipamento não faz o fotógrafo, mas dá uma ajudinha! rs..
























Uma trilha sonora

Enquanto não tenho nada oficial para postar por aqui, vou deixar algumas músicas que ando escutando sem parar ultimamente... Todas muito inspiradoras a sua maneira! (Aliás, aceito sugestões para próximos posts).






(do cantor do The Smiths... uma música mais romântica e menos deprê haha)


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Acompanhe no facebook

Oi pessoal, estou tentando manter postagens com mais frequência, não só pelo blog mas pelo facebook também. Costumo postar tutoriais, dicas de ilustradores e quadrinistas, coisas inspiradoras no geral, além de outras atualizações. Se você ainda não curtiu a página, dá uma passadinha lá! ;)





A página está chegando aos 300 likes! Compartilhe esse post e ajude o Vidas a atingir cada vez mais leitores! /o/




Muitíssimo obrigada!

Ps. Façam uma autora feliz e respondam a enquete no menu esquerdo da página =D



sábado, 20 de julho de 2013

Uma side-story do Diego

Peguei umas coisas antigas que tinha escrito e dei uma reescrita, adaptando para os moldes da side-story que postei sobre o Daniel. Espero que gostem dessa. Eu particularmente gostei muito de escrever. Tem algumas coisas sobre o Diego que não aparecem no Vidas, e eu pretendo me aprofundar mais na história do personagem. Bom, espero que gostem! ;D


Uma side-story do Diego


"Eu sempre soube quem ela era. Não precisei de muito para descobrir que ela vivia em seu próprio mundo, como uma garotinha. Ela iria crescer e ainda assim, essa parte dela permaneceria. O que eu poderia esperar de alguém que via sua vida acontecer dentro de sua cabeça, ignorando todo o resto...?
Mas eu gostava de observá-la, havia algo sobrenatural sobre ela. Ela não precisava dizer nada. A maior parte do tempo, eu não estava ouvindo. Coisas sobre o dia chuvoso, sobre o jogo que ela venceu na escola, ou como ela fez o nariz de alguém sangrar... coisas assim. Como eu disse, eu não estava prestando atenção. Muitas coisas ocupavam a minha cabeça."

-Ei cara, você toca rápido demais – Jay era o guitarrista da banda.
-Foi mal, é a força do hábito – Diego respondeu, sem se sentir culpado por isso.
-Então, você tocava no “Shades” né? – Ele conheceu Pedro na época que ele ainda tinha cabelo, e usava mullets. Agora ele tinha uma tentativa de moicano.
-Cara, o que você fez com seu cabelo, afinal?
-Eu sei, né? Ta muito curto ainda pra um moicano...
Pedro não parecia gostar muito do Diego no começo. Era algo sobre o baixista do Shades – sua antiga banda - ter ‘pego ele na saída’ da escola. Ele não soube muito sobre a briga, mas no final, sempre acreditou que Pedro não gostava dele porque também fazia parte da banda. Mas Diego tinha uma boa impressão sobre ele. Ele era um cara centrado, assim como ele, ao contrário do Jay... Jay estava sempre nas festas.
-Olha cara, vou passar na sua casa as dez, beleza?
-Pra?
-A gente TEM que ir naquela festa. Escuta, Diego... você também anda muito noiado. Vou arranjar umas garotas pra você.
-Não, obrigado.
-Você tem namorada ou algo assim?
-Não.
-Isso é deprimente, cara.
O que era mais deprimente? Pegar todas as garotas bêbadas que ficavam no seu pé, se preocupar com o que elas estão dizendo – o tempo todo – esperando que alguma delas dê o sinal verde? Ah, por favor...
O real motivo pelo qual decidiu ir à festa, porém, era mais complicado do que seus amigos acreditavam. Mas não era algo que ele ficava espalhando por aí. Era mais fácil lidar com tudo aquilo se fingisse que nada daquilo existia.
Antes de sair de casa, decidiu tocar um pouco, para relaxar. Sua irmã mais nova, Vivian, parou na porta do quarto, curiosa.
-Faz tempo que não te ouço tocar... você nunca mais tocou em casa.
-Isso é porque a mamãe não está em casa e não pode reclamar do “barulho”.
Vivian riu e sentou-se ao seu lado.
-Olha, você quer ir nessa festa... – Diego começou.
-Festa?
-É, talvez você... se sinta melhor.
-Você ta mesmo me convidando, Di? Pra conhecer seus amigos?
-Eu não tenho amigos.
Vivian levantou e começou a bater palminhas de felicidade.
-Você é um bom irmão, Di. Mesmo que seja difícil acreditar.
-Eu só quero parar de dividir o quarto com você. Quando será que vai terminar aquela reforma?
Vivian saiu correndo pela casa, falando coisas que não podia entender inteiramente. Diego pensou que seria uma boa ideia que a irmã saísse um pouco de casa. Ele bem sabia que garotas naquela idade tinham muitos complexos e estava cansado de ouvi-la reclamar pelos cantos que estava muito gorda e que nunca arranjaria um namorado assim. Pensou que talvez ela fosse muito nova para todas essas coisas, mas quem era ele para dizer qualquer coisa? Ele, que tinha fugido de casa aos 13 anos e que começou a tocar numa banda de black metal. Não queria que sua irmã passasse pelas mesmas coisas.
Jay não ligou antes de aparecer na porta de casa, ele era um cara bem insistente. Vivian correu pelo corredor gritando.
-Mas Diiiiiiiiii, eu ainda não estou pronta! – Ela estava segurando algum aparelho desses de alisar o cabelo.
-Você parece pronta pra mim.
-Você acha? – Ela se olhou no espelho e ajeitou a franja.
Foram até o carro. Juno esperava no banco de trás acenando para Vivian. Jay começou a contar uma história aparentemente engraçada, mas Diego só conseguia prestar atenção na conversa que acontecia no banco de trás.
-Hey, eu sou a Juno! E você é....
-Vivian. Sou irmã do Di.
-Ah! Então você é a irmã dele! Haha – A voz dela parecia de alívio – Vocês são tão diferentes...
-Sempre ouço isso.
-JAY SERÁ QUE VOCÊ PODE DIRIGIR COMO GENTE? – Juno gritou colocando o rosto entre os bancos da frente – Você é estúpido? Ninguém quer morrer aqui!
Depois Diego percebeu que o carro tinha freado abruptamente, quase atropelando um cachorro.
-Eu não ia matar um cachorro!!!! – Ele respondeu, e eles começaram a brigar. Vivian parecia se divertir com aquilo.
Quando chegaram, Vivian reconheceu algumas pessoas de sua sala, o irmão supôs, e definitivamente sumiu. Ele estava pronto para sumir ele mesmo, depois de caminhar por alguns segundos pela festa, quando foi abordado por alguma fã da banda.
-Eeeeeeeiiiiii! Eu conheço você! – Ela estava obviamente bêbada.
-Hey.
A garota deu mais um gole de sua bebida e ficou mirando-o da cabeça aos pés.
-Eu conheço você? – Ela balançou a cabeça respondendo que sim, como se fosse muito óbvio.
Ela ficou mais um tempo o fitando, como se ele fosse algum tipo de experimento.
-Olha, se não vai dizer mais nada, porque não dá meia volta e dá o fora?
-Ouch.
-Então?
A garota jogou o copo que segurava para o lado e estendeu seus braços sobre o ombro dele; suas mãos se fecharam em sua nuca. Ela teve o cuidado de apertar bem seu corpo no dele. Diego não moveu um músculo sequer, meio aturdido pelo súbito ataque.
-Você não vai me beijar? – Isso parecia tão óbvio?
Ela continuou esfregando seu corpo contra o dele. Seu rosto vermelho do álcool, ou seja lá o que fosse. Estava escuro, mas Diego notou que ela parecia ser ao menos bonitinha. Vestia uma mini saia apertada... Já que ela estava bêbada, que mal tinha em se aproveitar um pouco? Ela já estava toda em cima dele mesmo...
Quando Diego achou que estava finalmente conseguindo alguma coisa ali, ela desmaiou subitamente. Ficou caída em cima dele, babando. Ele tinha quase se esquecido de como tudo aquilo era mesmo deprimente.
-... E então, eu tava lá e tinha aquele cachorro enooooorme, devia ser um pitibul, sei lá.... – Era uma voz conhecida se aproximando.
-E aí, o que você fez?
Diego estava sentado, só escutando, perto de algumas árvores que faziam sombra, mas ele tinha certeza de que o veriam se se aproximassem o suficiente.
-... eu só corri pra caralho!! Nem olhei pra trás!!! Nem sei como consegui pular a cerca de volta sem aquele bixo me pegar! Mas foi muito louco!!! – Juno ainda estava contando alguma de suas peripécias.
-É, eu te falei. Aquele cara é louco, ele deve treinar os cachorros pra atacar as pessoas.
-Doentio...
-Ei, aquele não é o cara que você tava falando antes, Juno?
Então ele viu mais claramente o rosto das garotas que estavam conversando no jardim. Eram três ou quarto, incluindo a Juno. Quando ela olhou para ele, seus olhos relampejaram. Ela sussurrou alguma coisa pras amigas e depois veio sozinha em sua direção.
-Ela está bem? – Juno perguntou apontando para a garota caída em seu colo.
-Não sei.
-Ah... Quer que eu chame alguém?
-Não se preocupe.
-Sabe, é exatamente assim que os boatos acontecem. As pessoas te encontram numa situação estranha, não entendem, e saem falando qualquer coisa estúpida que vem a mente.
Diego a fitou um pouco confuso.
-Eu sei disso! - Ela completou, achando que seu comentário poderia ter sido muito estranho – Eu sei disso porque acontece o tempo todo comigo, as pessoas vivem falando coisas absurdas sobre mim, sabe... é... muito chato.
-Tenho certeza de que você lida muito bem com tudo isso – Ele disse em tom de escárnio, empurrando a garota desmaiada para o lado.
Juno apenas sorriu, coçando a cabeça e depois deu meia volta. Deu uma corridinha, alcançando as outras amigas e então foram pro meio da multidão novamente. O jeito que ela olhava pra ele, era como se ela quisesse dizer alguma coisa. Algo que não se diz em palavras. Mas ele deixou para lá... Garotas eram complicadas demais.


-Eu não acredito que você pegou a Serrano.
-Quem? – Diego perguntou sem entender. Jay tinha um brilho estranho no olhar.
-A Serrano? Gostosa? Loira? Rica? Vamooooos...
-Você está falando sobre uma garota completamente bêbada que desmaiou em cima de mim depois de alguns minutos?
-Cara, a mina tava muuuuuuuuuuito louca. Você já tinha ido embora e ela apareceu dizendo que tinha ficado com você. Aí ela vomitou, foi parar no hospital...
Ele ficou parado, se perguntando onde aquela conversa ia dar. Então Jay apoiou o braço por trás dos seus ombros.
-Muito bom, cara... parabéns, tô orgulhoso.
-Cala a boca, eu mal beijei aquela menina.
-Claro, claro...
Era mais fácil acreditar numa garota completamente insana do que em seu amigo? Não, ele não precisava daquilo.
Garotas nunca tinham entrado na sua vida, pra dizer a verdade. Elas poderiam ter feito parte de algum momento, como numa maneira de satisfazer algum desejo. Mas nunca ficaram, nunca. Algumas pessoas poderiam achar que isso era triste, mas para ele era simplesmente natural.
Mas, quando Diego achava que nada poderia lhe atingir numa manhã de sábado enquanto ensaiava com a banda, lá estava ela. Servindo alguns lanches. Falava como uma matraca. Sorria, colocava o cabelo para trás. Ele queria que ela o ignorasse, mas no final, ela sempre aproveitava quando Jay não estava olhando para se aproximar.
-Você mandou a Serrano pro hospital, sabia?
-Eu fiquei sabendo.
E lá estava ela, comentando sobre coisas irrelevantes só para manter contato. Não era pra ela estar se sentindo mal, depois de tê-lo visto com outra garota num lugar escuro e escondido? – ou quase isso. Mas não, ela sorria... como se nada mais importasse a não ser aquele momento, nem mesmo se ele prestava atenção ou não.
-Aquele não é o cara dos pitibuls? – Diego perguntou olhando pelo portão da casa. Um velho mal encarado passava na rua com meia dúzia de cachorros ferozes, presos pela focinheira.
Juno olhou para a rua e se virou meio perplexa.
-Você estava... ouvindo? – Ela se fingiu insultada.
-Eu posso ter ouvido que você brigou com todos os cachorros ao mesmo tempo e ganhou uma cicatriz enorme na perna – Ele respondeu, parecendo convincente.
-E é assim que os boatos são criados... - Ela revirou os olhos.
Talvez Diego tivesse sorrido naquela hora, porque os olhos de Juno brilharam de surpresa. Por que ele prestava tanta atenção aos mínimos detalhes sobre ela? Ele poderia deixar para lá... mas ela sempre estava lá. Ela era meio que... interessante...

Uma side-story do Daniel

Hoje eu decidi escrever um pouquinho. Decidi que precisava escrever algumas coisinhas sobre os personagens, mesmo que curtinhas. Quem já conhece a história vai perceber em que momento este trecho se passa. Por favor, comentem! Se você gostarem, faço mais desse tipo de side-story! =)



                Uma side-story do Daniel

   Era uma noite fria de inverno e o ar estava tomando pelo atordoante cheiro de queimado. Os jovens estavam reunidos em volta de uma fogueira, conversando e rindo e contando histórias. A clareira era extensa e as barracas estavam montadas ao longo dela, deviam ser umas oito barracas ao todo. Mais para frente, além das árvores, porém, havia uma outra fonte de luz, ela podia ver... Parecia uma outra fogueira, com suas faíscas brilhando no meio da escuridão. Caminhou até lá e encontrou exatamente o que queria.
   -O que você está fazendo aqui? - Perguntou com a voz meio rouca, quebrada, temerosa.
   Daniel se virou, observando-a com o olhar carregado. Depois voltou o olhar para a lixeira de metal que agora ardia em chamas.
   -O que... você está botando fogo em quê?
   -Não importa – Ele respondeu, sem desviar o olhos da lixeira.
   Ela se aproximou devagar.
   -Ah, importa sim.
   Ele se virou, indiferente.
   -O que você quer?
   -Aquele foi um ótimo jogo! - Ela tentou se desviar do assunto – Você foi ótimo, para variar... e aquele último gol, nossa! Foi demais... se não fosse você... - A garota tentou se desvencilhar daquele olhar cortante e descontrair a conversa mas percebeu que estava perdendo o controle. Passou a mão pelos cabelos, afim de tentar esconder o rosto.
   Ela esperou por alguma reação dele, mas ele apenas continuou ali, fitando-a com uma indiferença que doía na sua alma. Ele não a notava de modo algum? Aquilo era muito deprimente. Recompôs-se.
   -Bem, se não fosse você, o time estaria no buraco. Esta é a verdade.
   Ele respirou fundo e se virou novamente para a lixeira.
   -São as minhas chuteiras. Estou botando fogo nas minhas chuteiras. Cansei disso tudo. Eu não sou tão bom assim, e isso aqui... - chutou a lixeira de leve - isso aqui não serve pra nada.
   Ela não sabia o que dizer. Aquilo a pegou de surpresa. Ela sempre quis acreditar que Daniel seria um jogador famoso, que teria tudo. Afinal, ele era mesmo incrível. O cheiro de queimado era forte e começou a deixá-la com tontura.
   -Eu...
   -Lu, o que você quer, sabe? Se quiser, posso ficar com você e fingir que gosto de você, mas seria mentira. Eu sei disso e você sabe disso. Você é divertida e uma ótima amiga, mas não posso gostar de você do jeito que espera...
   -Não! Eu não espero nada... Não tem nada a ver... - Luisa queria acreditar que não, pelo seu próprio bem, mas no fundo sabia que era impossível. Ela esperava demais.
   Ele a fitou com aquele ar de desconfiança, como se não acreditasse nela tanto quanto ela mesma.
   -Lu, não faça isso com si mesma.
   -Você é um cara legal, eu sei que não me magoaria. Eu sei disso.
   Ele riu, de um jeito debochado, de um jeito que ela ainda não conhecia, mas que a fazia arder por dentro.
   Já estava tão tonta que não viu direito como aquilo aconteceu. Daniel estava lá, uma hora com a maior indiferença do planeta, e na outra, andava em sua direção, tão certo, tão... decidido. Ela deu um passo para trás e tropeçou. Apoiou-se no galho mais próximo, mas era tarde demais. Daniel a empurrou contra a árvore e a beijou.
   Primeiro, seus lábios apenas se encontraram. Luisa nem podia acreditar... aquilo estava mesmo acontecendo? Mas estava realmente muito quente, por causa das chuteiras que queimavam tão próximo e aquele cheiro e as luzes...
Suas bocas se afastaram por um momento e Luisa pôde recuperar o ar, mas não por muito tempo. Logo a língua dele estava invadindo sua boca e ela não podia mais se controlar. As mãos dele se enroscavam em seus cabelos, apertavam suas costas, sua cintura e a empurravam para mais perto dele. As mãos dele estavam em todo lugar.
   Não sabia quanto tempo havia durado, mas parecia muito pouco tempo para que ele parasse, assim, tão subitamente. Luisa inclinou sua cabeça para frente e percebeu que encontrou o nada. Abriu os olhos devagar, assustada. O que encontrou foi um olhar duro e sentencioso. Por quê?
   Aos poucos, ele foi se afastando, para a agonia dela. Não! Daniel, então, desviou o olhar e colocou as costas da mão sobre a boca. Não, não, não!
   -Dani!
   -Você sabe que não posso fazer isso, Luisa. Você não precisa disso... de ter o pior de mim. Você não merece isso.
   -Do que você está falando?
   Pela primeira vez, sentiu uma sinceridade latente vindo dele, um olhar de tristeza, de mágoa, de várias coisas juntas, e percebeu que tinha alguma coisa acontecendo com ele.
   -Estou desistindo do futebol, Lu. Da coisa coisa que eu mais gostava de fazer. Estou desistindo porque... não vejo mais sentido nisso. Não vejo mais sentido em nada. Meu pai foi embora e deixou minha mãe sozinha. Ela está enlouquecendo e me enlouquecendo. Meu pai foi embora e não existe nada que eu possa fazer quanto a isso. Estou cansado...
   Luisa se aproximou e o abraçou. Percebeu o quanto ele era alto porque sua cabeça se encaixava perfeitamente entre o queixo e o peito dele. Percebeu que todos aqueles sentimentos que a corroíam eram nada comparado ao que ele devia estar sentindo naquele momento. E que ele realmente precisava de uma amiga. Ela podia fazer isso, mesmo que doesse.
   -Desculpe...
   -Ah, Dani, pára com isso... Eu sou sua amiga, afinal de contas. E eu prefiro... ser sua amiga... do que ser nada. Sabe?
   Ele a abraçou de volta. Apertado. Luisa não conseguiu conter uma lágrima fugitiva.
   -Vai ficar tudo bem.
   Ela se afastou e apoiou as mãos sobre os ombros dele, separando-os com seus braços. Ela não sabia até onde poderia aguentar. Ela gostava dele há tanto tempo. Gostava dele mesmo antes de conseguir admitir para si mesma, o que aconteceu há mais ou menos um ano. E desde então decidiu que tentaria ser mais que sua amiga. Nunca conseguiu a oportunidade perfeita para tentar, porém. E aquele era O dia. Era o dia perfeito. Ou pelo menos seria...
   Ele sorriu um sorriso que ela também não conhecia, o sorriso mais gostoso e aliviado do mundo.
   -Você merece um cara melhor, Lu. Ele deve estar por aí, e qualquer dia você vai encontrar ele.
   -Ah, é mesmo? E quem você acha que te merece?
   -Não sei – ele riu, divertido – Uma garota muito louca, provavelmente...

Como aplicar retículas usando Photoshop

Estou repostando este tutorial, que estava no meu blog antigo. Acho que é bem legal para saberem como eu costumava aplicar as retículas nas páginas:



Como muita gente já me perguntou como colocar reticulas no Photoshop, decidi fazer um tutorial rápido e prático! Eu usei uma das páginas do meu fanzine Vidas Imperfeitas, que também postei no meu DeviantART como divulgação da terceira (e nova) edição - que ainda está em andamento.

Passo 1
- Onde baixar retículas?

Bom, existem vários sites para screentones (nome usado em inglês), mas o melhor que achei foi esse: http://psychobob.xepher.net/screentonez/ Ele tem as retículas mais básicas pra quem faz mangá ou quadrinhos.




Passo 2 - Depois de baixar, arraste o arquivo para o Photoshop, que o programa salva sozinho em "Patterns".



Passo 3 - Abra o arquivo que deseja utilizar (nesse caso, a minha página).Passo 4 - Selecione a área que deseja colocar retículas. Você pode usar lasso tool, varinha mágica, máscara rápida, ou o que achar mais fácil.

Passo 5 - Vá em LAYER/ NEW FILL LAYER/ PATTERN...Passo 6 - Ao abrir a nova tela, marque o MODE como MULTIPLY e clique OK.




Passo 7
- Agora escolha uma das retículas clicando na seta para baixo.
Passo 8 - Você pode corrigir alguns erros usando o pincel e a borracha, mas lembre de deixar as cores da paleta invertidas (em vermelho), porque é assim que funciona o modo de máscara da camada pattern (seta indica a máscara).







Bom, esse é o modo simplificado pelo qual coloco reticulas nos meus trabalhos.. claro que com o tempo fui evoluindo, hj já consigo colocar reticulas com gradientes, entre outros... se você fuçar nas ferramentas, irá acabar descobrindo métodos novos! ^^



Dica: Apesar de existirem várias retículas e texturas por aí, não é bom usar todas em apenas uma imagem. Isso a deixa carregada e poluída. Escolha alguns tipos para sombras, pele, cenários, etc... sempre mantendo uma unidade!





Espero que tenham gostado desse tutorial e que tenha lhes sido útil! ^^

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A aventura vai começaar~

Ta aí, viciei num desenho: Adventure Time!

Acho que ele surpreende por ser um desenho. Tem umas piadas que pouca criança vai entender. É extremamente hilário e sem noção, e ao mesmo tempo tem umas passagens muito tristes e cruéis. Acho que eu não poderia definir a vida de uma forma melhor. A vida é assim cheia de aventura, e a gente está sempre tentando fazer o "bem", mas aprendemos coisas mais importantes pelo caminho (mesmo que de formas dolorosas)...

Enfim, fiz fanarts com os personagens no meu estilo. É tipo como se estivessem no universo do Vidas xD

Jake, Finn e Marceline

Se o Finn não fosse tão tímido (e fosse mais velho) jogaria a Princesa Jujuba contra a parede! hihi



terça-feira, 16 de julho de 2013

Sobre trabalhar com arte e um rascunho

Estava sem postar há um tempo e isso me deu um chilique interno. Acho que preciso atualizar mais isso aqui, escrever mais, enfim. Eu gosto do contato com as pessoas que me acompanham e acabo vendo o blog como uma porta aberta para tal. Sei disso porque acompanho vários blogs, e mesmo não comentando, eles são muito importantes para mim, e sei que não conheço muita gente que me visita, mas acredito que, em algum nível, as minhas postagens podem ser importantes também.

Queria poder dar um pouco de mim e das experiências que tive para aqueles que almejam um caminho parecido, para que tenham ao menos noção do que é possível fazer. Eu queria ter tido mais noção quando comecei, e todas as palavras que li/ouvi me pareciam subjetivas demais quando se tratava de arte e "viver de arte". Eu sempre achei que pudesse trilhar um caminho único e acabei fazendo tudo meio as cegas. O que não foi ruim, foi muito bom na verdade. Eu aprendi muita coisa, mas acho também que tive um pouco de sorte. A sorte não é algo que cai assim, do nada, em cima da nossa cabeça. É preciso estar em movimento e estar aberto a possibilidades. Por muito tempo não via reconhecimento em nada que fazia, simplesmente. Não ganhava dinheiro, reconhecimento, nada. Isso parou de ter importância uma hora. E é preciso parar de se importar, senão você acaba ficando maluco, imaginando porque é impossível entrar no mercado, porque as pessoas não notam o que a gente faz, por quê? Por quê? POR QUÊ??

Esse mercado de arte (incuindo design, ilustração e quadrinhos) é muito ingrato. Você pode seguir todos os passos para ser um artista de sucesso e não obter sucesso algum (muitos desses passos nos dizem para ter paciência, trabalhar duro, divulgar seu trabalho, participar de avaliações de portfolio com profissionais...) - e acreditem, eu fiz tudo isso. São coisas que devemos fazer para o nosso bem e não são condição NENHUMA para se obter sucesso. Você pode seguir todos os passos ao pé da letra e continuar no mesmo lugar. Mas por quê? Bem, já quebrei minha cabeça tentando entender. Uma hora você vai perceber que muitos destes conselhos são conflitantes entre si e você não vai saber qual deles seguir. Além disso, nem todo gênio será reconhecido, assim como nem todo reconhecimento é fruto de genialidade. Às vezes, basta conhecer a pessoa certa, ter QI (aaahhh, o famoso QI! Funciona, sim!) estar no lugar certo, na hora certa, ser cara de pau, insistente. E mesmo assim, nada garante que seu futuro seja exatamente do jeito que imagina...

Estar aberto a possibilidades talvez seja a resposta para tudo isso. Por mais que queiramos muito ser alguma coisa, acabamos nos dando bem em coisas bem diferentes, em coisas que nem ao menos gostamos. Parece sacanagem ser bom em algo que não se gosta, mas é a verdade. Por um tempo, trabalhei como estagiária numa área mais voltada para o design, e apesar de ter algum desenho, acabou ficando bastante técnico para o meu gosto. E pior, eu era ótima fazendo aquilo. Eu era reconhecida pelas coisas que fazia mas tinha muitas coisas que não me agradavam e eu acabei saindo da empresa. Às vezes, eu penso sim como teria sido se eu tivesse continuado lá, eu teria sido promovida e talvez estivesse muito "bem de vida"comparando com agora, mas eu teria ficado pinel, com certeza.

No final do ano passado, prestes a me formar e sem ter certeza nenhuma sobre meu futuro, cheguei a cogitar voltar para o design, mesmo sabendo que tinha muita coisa que eu não curtia fazer. E esse era meu plano, sabe. Por alguma razão, tudo começou a mudar, e grandes oportunidades voltadas para ilustração começaram a surgir. Primeiro eu fiquei meio "é possível?" mas depois entendi que esta era minha chance. E querem saber de uma coisa? Mesmo podendo trabalhar com ilustração agora, não sou tão "genial" quanto era no meu antigo emprego, não tenho a mesma confiança que tinha no que estava fazendo, e tenho que lidar com todas essas coisas ao mesmo tempo.

Ahhh, viver é difícil. É tudo uma questão de escolhas... Escolhas que parecem tão bobas e insignificantes, mas que mudam tudo. Eu sei que posso crescer muito na minha carreira como ilustradora, mas nada nesse mercado é muito certo. Eu não sei até onde sou suficiente e até onde posso ir; se devo almejar um trampo fixo ou buscar independência (principalmente financeira) sendo freelancer.

Quer dizer, eu sou a prova viva de que é possível, mas o meu caminho é diferente do de outras pessoas, e não existe absoluta certeza em nada quando se trata de ser artista. Se você leu até aqui em busca de um conselho, eu tenho que dizer a única coisa mais concreta que aprendi nesse meu (ainda curto) caminho no mundo da ilustração: SEJA PLURAL. É sempre interessante ter um estilo único e reconhecível, mas você irá decolar se souber se aproximar do maior número de estilos possível. Seja plural em ideias, traços, cores, estilos. Você sobrevive por um tempo sendo apenas original, mas quanto tempo irá permanecer se não tiver certa pluralidade...?! Como artistas, como ilustradores, temos esse dever em transformar os desejos e as ideias dos nossos clientes em realidade, e em algum momento seremos forçados a atender esses desejos mesmo que nos pareça estranho, feio ou desconexo. Por isso, é preciso aprender a decodificar esses desejos e prestar muita atenção nas referências que nos são passadas (muitas vezes, as referências são praticamente literais). E não se preocupe se achar que está apenas "copiando", porque existe muito de nós mesmos no que fazemos, sempre vai haver um toque nosso, e no final, convenhamos... este É o nosso trabalho. Apenas não deixe que lhe digam que seu traço não é o que o mercado procura porque, acredite meu bem, isso foi o que mais ouvi na vida. (Tem quem diga que o que eu faço não é mangá e outros insistem na ideia de que é mangá. Aprendi a ignorar e me desenvolver a ponto de que as pessoas não precisem mais me enquadrar em lugar algum...)

And good luck =)




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...