sexta-feira, 28 de junho de 2013

Muitas coisas e mais uma prévia

Sabe uma coisa que sempre me deixa boba e emocionada? Quando as pessoas me surpreendem dizendo o quanto gostam da minha história, o quão as tocou, ou que chegaram a chorar no final. Às vezes, leio em comentários ou e-mails, mas talvez nada substitua a sensação de presenciar a expressão da pessoa ao dizer todas essas coisas, o quão real e intenso é esse sentimento. Me faz querer chorar também, lembrar das coisas que passei, dos momentos que vivi enquanto desenhava cada pedaço da história. Existem coisas que dificilmente os leitores conhecem sobre a construção de uma obra (as lágrimas que de fato derrubei durante todo o processo, não só pelo que escrevi mas por tudo que aquilo significava para mim)...

Quando pensei em fazer aquela side-story "hardcore"da Juno, cheguei a ouvir que o Vidas já "tinha dado", que eu deveria investir em novos projetos, mas aí me peguei dizendo "não adianta, eu tenho que fazer isso. Não sou eu que escolho minhas histórias, elas que me escolhem, e eu preciso tirar isso de mim". Eu não poderia definir de outra forma.

Quem acompanha o blog deve saber como é difícil seguir adiante, porque fazer quadrinhos não é só "fazer". Tem que editar, botar legendas, imprimir, levar pra evento, divulgar... Já passei por muitas coisas, mas nunca pensei em desistir. Por quê? Bem, eu acreditava tanto no que eu fazia, que não poderia parar só porque era difícil ou porque provavelmente "não chegaria a lugar nenhum". E precisamos estar sempre preparados para esta possibilidade. A vida está aí para me mostrar que para cada porta fechada tem uma janela aberta, que para cada "não" existe um "talvez" perdido pelo espaço, esperando para te encontrar e oferecer um "sim". Eu nunca fui, assim, uma pessoa paciente. Estou sempre lutando contra o tempo. Mas eu já fui tão, tão longe que eu nunca poderia imaginar estar onde estou. Eu estava preparada demais para o "lugar nenhum" que não tinha me tocado ainda... Eu fui muito além.

E, para terminar, mais uma prévia do que [talvez] se torne uma side-story de Vidas.



sábado, 22 de junho de 2013

Prévia de uma side-story

Eu ainda não sei direito no que isso vai dar. Pode mesmo se tornar uma side-story, toda desenhada, bonitinha. Pode ser que eu faça apenas alguns sketchs (algo no estilo da side story para maiores de idade) ou quem sabe apenas escreva uma boa parte das ideias que estou tendo...

Eu queria mesmo é contar algumas coisas que aconteceram com a Juno logo depois que ela sai de casa. Na HQ, dei algumas dicas da mudança de comportamento dela, que se tornou extremamente agressivo depois ~daqueles~ acontecimentos. Enfim, muitas coisas...

Queria, acima de tudo, que essa side-story tivesse um clima bem pesado, diferente da pegada da HQ, que tinha mais humor. Vamos ver no que vai dar... =B



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sobre a sensação de estar órfão de um livro

Um desenho que fiz da Daenerys logo que a terceira temporada de GoT acabou.


Hoje foi um daqueles dias que fiquei pendurada num livro que estava no fim, para conseguir terminar durante o caminho até o trabalho. E consegui terminar. Mas logo fui invadida por aquela sensação de vazio, de estar órfã de uma história. Quando chega a última página, dá aquela agonia, e você anseia para que as palavras tripliquem e não se acabem...

Não bastasse a agonia do fim próximo, vem chegando aquela frustração de que o final (ou o desenrolar da história até então) não atendeu as suas expectativas e de que (talvez) tudo poderia ter sido diferente. Isso acontece muito frequentemente comigo. São raros os livros que me satisfazem por completo, principalmente por causa do final. Sempre tenho a sensação de que boa parte da história são complicações atrás de complicações e tudo se resolve muito rápido. A gente nunca tem a oportunidade de saber o que acontece depois (depois que o casal finalmente fica junto, depois que o inimigo finalmente morre, depois que os problemas são resolvidos... afinal, não é quando a "vida" deveria começar?!)

Mas eu divago.

É por causa desses detalhes que eu escrevo. Eu escrevo as histórias que eu gostaria de ler, e que estejam mais próximas do que eu chamo de satisfação. É muito difícil fugir dos clichês, é verdade, mas se eles são clichês é porque de alguma forma funcionam. Uma boa parte dos clichês funcionam quando são usados de maneira comedida, quando elas dão sentido para uma história (e não se calcando neles). São os detalhes que no fundo fazem toda a diferença...

Para mim, os finais são motivos para noites sem dormir, sinceramente. Eu me lembro de passar horas e horas pensando, montando, discutindo e remontando o desenrolar do Vidas Imperfeitas de modo que se encaixasse e fizesse sentido. Mas a minha vontade de tornar tudo real e mais próximo do que nós sentimos era maior que qualquer coisa. Eu queria que a história fosse paupável, identificável. E quando penso no final que dei para a história, eu me sinto satisfeita. Pode não ter sido o melhor final, o final que os leitores esperavam, mas eu pude respirar em paz sabendo que fiz um bom trabalho e que tinha fechado um ciclo. Essa sensação foi maior do que todas as outras. Acho que no fundo é essa a sensação que busco quando leio outras histórias. Mas a sensação do autor é diferente da do leitor... eu não sei o que sentiria se fosse apenas leitora das minhas próprias histórias. Talvez eu as odiasse.

Mas a sensação de estar órfão de um livro é muito arrebatadora. Te deixa desnorteado por horas, dias, imaginando porque tudo teve que ser assim ou porque tinha que ter um final... Essa sensação pode durar até o início do próximo livro ou história, quando você é novamente transportado para um outro universo, começa a se afeiçoar e... BUM! Acabou de novo. Mas a nossa vida é assim. Precisamos de finais para poder recomeçar... Não que isso torne a passagem menos dolorosa.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ilustra na Revista Sorria

Para quem não sabe, estou ilustrando para a Editora Mol, que entre outras coisas, publica a Revista Sorria, que é vendida nas unidades da Droga Raia. A Sorria é muito legal porque é uma revista social com a verba voltada para instituições de caridade, como o GRAAC.

Esta é minha primeira ilustra publicada na Sorria, da edição 32, que estará a venda em junho e julho:




Veja mais trabalhos publicados, no meu Behance.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vai encarar?!

Desenho que fiz para trocar com um amigo. Quero saber como vai ficar quando estiver colorido! Sintam-se a vontade para colorir também, e depois me mandem! ;)


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Para celebrar o Dia dos Namorados

Postei no facebook do Vidas esse desenho que fiz ontem para celebrar o Dia dos Namorados. Acabei esquecendo de postar por aqui...


Só Deus sabe o quanto desenhar as páginas me mantinha sã. Era aquele momento do dia em que eu não pensava em mais nada a não ser no Vidas. E isso me fazia bem, muito bem. Agora eu ando assim, meio perdida, meio deprê.

Talvez eu pegue pra fazer alguma side-story, pra variar. =)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Por que às vezes não conseguimos dar o melhor de nós mesmos?

Às vezes, me pergunto isso porque existem dias (fases) que não conseguimos atingir nosso potencial, e nem ao menos percebemos. Em alguns dias, basta que tenhamos sobrevivido. Às vezes, acordo e me impressiono: poxa, eu consegui acordar hoje! Mas a maior parte do tempo, não estou pensando sobre isso... estou, sei lá, sobrevivendo. Mas quando eu lembro, me sinto extremamente triste e decepcionada. Por que? Porque eu sei que já tive dias melhores, porque já fiz coisas melhores, porque eu posso me orgulhar. Sinceramente, não sei o que é isso.

O trabalho "criativo" dificilmente é tão homogêneo... Temos dias bons e ruins, dias inspirados e outros não, e isso influencia diretamente no que fazemos. É difícil ser bom o tempo todo. Mas temos que ser bons o tempo todo? Algumas pessoas trabalham suas vidas todas para criar uma obra de arte. Às vezes, só quero encontrar arte em algumas coisas que eu faço. Às vezes, só quero me encontrar.

Quando me sinto triste, deprimida e decepcionada, tento me lembrar das coisas que eu alcancei pra chegar aqui, e poxa, por que então é tão difícil dar o melhor de nós mesmos? E por que diabos me sinto tão deprimida? Eu já fui tão longe... (mesmo achando que a vida é tão injusta com as pessoas que tem boas intenções, eu tive um pouco de sorte, mas todas as coisas que consegui foi ralando de verdade).

E quando me pergunto porque este blog ainda está vivo, é porque mesmo a história do Vidas tendo chegado ao fim, existem imperfeições em todas as coisas que fazemos, e o encerramento de um ciclo dá início a um ciclo ainda mais difícil. A jogabilidade é terrível, o modo está em Hardcore, não dá pra salvar e voltar, pra fazer tudo de novo. Você precisa continuar...

(E tudo bem para mim estar triste. Só é difícil de aceitar quando não se é suficiente. Ou pior, quando você acredita que é suficiente o que você faz, porque toda a força que ainda resta em si mesmo é usada para... sobreviver).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...